A Escola Estadual de Educação Infantil e Ensino Fundamental “Amélia Maria da Luz”, localizada à Travessa Cel. José Avelino, S/N, bairro Petrópolis, do Município de Pombal, Estado da Paraíba, foi criada no Governo Tarcisio de Miranda Burity por força do Decreto nº 13.171 de 04 de julho de 1989, com a denominação Escola Estadual de lº Grau do bairro Petrópolis. Porém sua fundação data-se de 07 de julho de 1989.
O seu primeiro quadro de
professoras foi o seguinte:
- Ana Barros de Farias
- Maria Taneide dos Santos Queiroga
- Maria Madalena Alves Formiga
- Maria do Socorro Melo da Silva
- Maria Lucia Almeida Fernandes
- Maria das Graças Lacerda Dantas
- Maria Célia Oliveira Dantas
- Maria do Carmo Lacerda de oliveira
- Ruth Maria Coelho F. Araújo
- Sonia Maria Ferreira de Sousa
- Tereza Emília Bezerra R. Arruda
Dentre as professoras acima
mencionadas, por meio de votação entre elas, foi escolhida a professora Ruth
Maria Coelho F. Araújo para conduzir os destinos administrativos, a qual ficou
como diretora até o início do ano de 1990. Nesse curto período como gestora,
com seu espírito de liderança e luta, desempenhou de forma democrática suas
funções, organizando os primeiros passos da escola sob o prisma da disciplina e
das decisões tomadas sempre de forma coletiva.
No início de sua história o
corpo de apoio administrativo, no tangente a auxiliar de serviços, secretaria e
vigilância, era composto por funcionários que prestavam serviços ao Município
de Pombal-PB naquela época. Só com o passar do tempo foi que o Estado assumiu a
responsabilidade com auxiliares de serviços. Atualmente a escola não conta com
Agente Administrativo nem Guarda.
No ano de 1 990, por
solicitação do Vereador Luiz Barbosa Neto (Luizinho Barbosa) o Deputado
Estadual Aércio Pereira de Lima apresentou na Assembléia Legislativa Estadual
Projeto de Lei, o qual depois de aprovado deu origem a Lei nº5.288/90.
Portanto, com a vigoração da mencionada Lei a escola passou-se a chamar “Amélia
Maria da Luz”, homenagem justa prestada a uma professora de nossa Terra conhecida
popularmente por Professora Mirinha, que além de ter dado a sua valiosa
contribuição a educação pombalense, foi também artesã em barro. Seus trabalhos
foram apresentados nas feiras de arte de João Pessoa, Campina Grande,
Cajazeiras, Patos, Sousa e diversas cidades da Paraíba, chegando a ir as feiras
artesanais de Rondônia, e, vindo a participar de exposições no exterior como
foi o caso da Alemanha.
Ao longo de sua trajetória a
escola teve a frente dos seus destinos administrativos as seguintes diretoras:
- Ruth Maria Coelho F. Araújo – 1989 a 1990
- Liliam Trajano de Sousa – 1990 a 1991
- Maria Fátima Pereira de Santana – 1991 a 2003
- Josefa Formiga Leite de Almeida – 2003 até os dias atuais
Quanto ao seu aspecto
físico, a escola dispõe de seis salas de aula, uma secretaria, destinada aos
serviços burocráticos e serviços de diretoria, uma cantina, uma despensa, um
banheiro masculino, um banheiro feminino e um salão recreativo, de pequeno
porte.
É dentro desse espaço físico
e de suas condições materiais e humana que a escola desenvolve sua proposta de
educação, a qual prioriza o processo de desenvolvimento global da consciência e
da comunicação (do educador e do educando), integrando, dentro de uma visão de
totalidade, os vários níveis de conhecimento e expressão. Assim sendo, uma de
suas metas é educar para as novas experiências, as novas maneiras de ser;
educar para a autonomia, para a liberdade possível em cada etapa da vida, para
autenticidade.
O conjunto dos profissionais
de educação desta escola, no tangente a Educação Infantil e Ensino Fundamental
das Séries Iniciais é formado atualmente por uma Diretora, com licenciatura
plena em História; uma Vice-Diretora, com Ensino Médio; uma Supervisora
Educacional, com licenciatura em Pedagogia, com habilitação em Supervisão
Escolar; sete Professoras com nível Superior e seis Professoras com Magistério
Médio (Pedagógico).
O Quadro de Pessoal de Apoio
é composto, tão somente, por quatro auxiliares de serviços, distribuídas da
seguinte forma: duas no horário da manhã e duas no horário da tarde.
Adentrando na questão acerca
de sua clientela podemos frisar que a mesma é constituída por crianças advindas
de família de baixa renda, na sua grande maioria filhos de pais analfabetos ou
com pouca escolaridade, sendo as mães lavadeiras e os pais ambulantes ou
pedreiros.
Apesar das inúmeras
dificuldades enfrentadas no decorrer de sua breve história a escola atende hoje
no turno diurno a Educação Infantil de 4 a 6 anos, Ensino Fundamental das
Séries Iniciais (1ª a 4ª), Educação Especial de Deficientes Auditivos e, no
turno noturno atende a Suplência do Ensino Fundamental (Supletivo de 1º Grau).
A Escola conta com a união
das professoras, alunos, funcionários e comunidade, agindo sempre como família
para desempenhar suas funções e desenvolver seus trabalhos educacionais, norteadas
pelas seguintes metas:
- Nos casos de evasão, pesquisar e registrar as razões dos alunos, tendo em vista a busca de soluções;
- A coordenação também deverá organizar reuniões periódicas com a equipe para estudos, reflexão, avaliação das atividades realizadas e recondução da proposta pedagógica, visando garantir a formação continuada do corpo docente;
- Reunião periódica para refletir sobre os problemas de aprendizagem, desempenho e comportamento dos alunos;
- Programar, juntamente com os professores, de atividades como: aulas-passeio, articuladas aos projetos pedagógicos desenvolvidos;
- Organizar e realizar periodicamente reuniões de pais, esclarecendo a dinâmica do trabalho realizado com os alunos;
- Promover o remanejamento de professores por série a cada dois anos;
- Manter a disciplina na escola, destinando um servidor para controlar a entrada e saída dos alunos, bem como a observar a hora da recreação;
- Elaborar e desenvolver projeto de Artes, envolvendo professores, alunos e comunidade;
- Elaborar e desenvolver projeto de leitura e escrita, envolvendo professores, alunos e comunidade;
- Formar com os alunos um pequeno grupo de teatro;
- Arborizar a área escolar com participação de alunos e pais de alunos;
- Trabalhar, uma vez na semana, com aula de religião, destacando os valores morais;
- Promover a contextualização dos conteúdos programáticos e a interdisciplinaridade;
- Adequar o desenvolvimento de oficinas pedagógicas ao conteúdo aplicado em sala de aula;
- Conscientizar a comunidade escolar em geral a cumprir e fazer cumprir o Regimento Interno da Escola.
É bem verdade, como já foi
mencionado, a “Amélia Maria da Luz” trabalha com dificuldades, porém o corpo
docente, discente e funcionários procuram unidos a caminhar devagar, mas
sempre, vencendo seus obstáculos. Desta forma, participa das manifestações ou
eventos sociais dentro de sua realidade, utilizando a criatividade, contando
sempre com a ajuda da comunidade na qual encontra-se inserida.